Lei 14.874 resolve obstáculos que impediam Brasil de virar hub de pesquisa clínica?
Alterações do novo marco legal são promissoras, mas não são suficientes para resolver o problema
O Brasil ocupa a 7ª posição no ranking global de maiores mercados farmacêuticos[1]. Além disso, conta com uma população multiétnica e numerosa, que já passa de 203 milhões de habitantes[2]. Conta, ainda, com pesquisadores altamente qualificados e instituições de pesquisa renomadas.
Essas características, combinadas ao fato de oferecer um mercado atrativo em termos de custos (especialmente considerando a cotação da moeda nacional), posicionam o Brasil como um terreno extremamente fértil para o desenvolvimento de pesquisas com seres humanos. Mesmo assim, o país ainda luta para se consolidar como um hub global nesse segmento.
Em dezembro de 2022, a Interfarma disponibilizou a versão mais atualizada do seu excelente estudo em parceria com a IQVIA sobre a pesquisa clínica no Brasil. Nele, essa realidade fica evidente. O estudo aponta que o Brasil ocupa a 20ª posição no ranking de países que mais recebem pesquisas clínicas, concentrando apenas 2% dessas pesquisas.
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