Quando a integridade faz a diferença

July 25, 2022

Fala-se muito em integridade, mas nem sempre são vistos exemplos de sua prática no dia a dia. Muito pelo contrário, existem situações controvertidas em que ações que seriam consideradas íntegras são questionáveis em virtude de seus resultados.

O autor deste texto vivenciou três situações reais distintas que demonstram que integridade e o nível de educação de um povo fazem total diferença no cotidiano das pessoas, especialmente porque é a partir das pequenas ações que se constroem grandes resultados.

Na primeira situação, o autor viajou com sua esposa para desfrutar de férias por uma 1¹semana na capital inglesa, Londres. Após essa semana, o mesmo permaneceria na cidade para reuniões de trabalho, ao passo que sua esposa voltaria para o Brasil. No dia de seu regresso, o autor e sua esposa utilizaram o metrô londrino para chegar até a estação Paddington, onde seria possível fazer uma conexão com o Heathrow Express, um trem exclusivo com destino ao aeroporto internacional de Heathrow. Ao chegar a uma das inúmeras bilheterias existentes no local, o autor explicou que gostaria de comprar uma passagem de ida e volta para si e uma passagem de ida apenas para sua esposa, já que ela iria viajar, enquanto ele voltaria. A atendente educadamente lhe informou que se a passagem fosse comprada em sua bilheteria, teria que cobrar as duas passagens como ida e volta. Entretanto, indicou uma bilheteria, onde seria possível comprar uma passagem apenas de ida para ela.

Na segunda situação, o autor encontrava-se na capital sueca, Estocolmo, tendo comprado um caro dicionário no valor de $ 2.000 coroas suecas. Ao sair da livraria, dirigiu-se até a estação de trem, onde iria comprar uma passagem para Oslo, capital norueguesa, deixando o dicionário sobre o balcão, enquanto encarregava-se de apresentar passaporte e pagar pelo valor devido. Tendo comprado a passagem, deixou o local e após aproximadamente 2 quilômetros de distância da estação, lembrou-se de que esquecera o dicionário recém-comprado sobre o balcão da estação, ao lado da bilheteria onde comprou a passagem. Consternado, resolveu voltar, com o propósito de tentar achar o dicionário na seção de “Achados e Perdidos” da estação. Qual não foi a sua surpresa ao lá chegar e encontrar o referido livro sobre o balcão com centenas de pessoas passando ao redor, mas ninguém sequer tocando no objeto que não era seu.

Na terceira situação, o autor estava voltando de uma viagem ao Rio de Janeiro e chegando em Congonhas, no aeroporto doméstico de São Paulo, Brasil. Trouxe consigo além de uma mala despachada, uma mala de mão e uma bolsa com alça, na qual carregava um tablet Surface, onde executava seu trabalho de forma remota. O autor utilizou o serviço de motorista por aplicativo que, quando chegou, apressou-se em sair do carro e abrir o porta-malas, gentilmente sugerindo que o autor se acomodasse no banco traseiro, enquanto o mesmo se encarregaria de guardar seus pertences no porta-malas. Alguns minutos após chegar em casa, o autor notou a falta da bolsa com o tablet, fazendo contato com o motorista, que afirmou não ter ficado nenhuma bolsa com tablet em seu veículo. Irresignado, o autor resolveu voltar ao aeroporto, onde procurou o departamento de polícia a fim de acessar as gravações das câmeras de segurança e entender o que aconteceu. O autor foi atenciosamente recebido por um policial que se prontificou a ajudar na busca. Logo após, foi possível identificar que o motorista de aplicativo, ao colocar a primeira mala em seu porta-malas, não percebeu que a bolsa com o tablet escorregou de cima da segunda mala e foi parar no chão, tendo guardado apenas as duas malas. Assim que partiu uma pessoa prontamente retirou a bolsa do chão, abriu o velcro para possivelmente conferir o que tinha dentro e caminhou para dentro do aeroporto. Em razão de tal imagem, o policial sugeriu que fosse consultada a seção de “Achados e Perdidos” do aeroporto. Sem muitas esperanças, o autor concordou e acompanhou o policial até o local. Para sua surpresa, lá estava a bolsa com o tablet e todos os demais acessórios, sem faltar absolutamente nada.

Foram três situações distintas, na Inglaterra, na Suécia e no Brasil. Porém, são gestos como esses que fazem o mundo melhor. Integridade e respeito ao próximo são a pavimentação do caminho para a vida comunitária.

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Fala-se muito em integridade, mas nem sempre são vistos exemplos de sua prática no dia a dia. Muito pelo contrário, existem situações controvertidas em que ações que seriam consideradas íntegras são questionáveis em virtude de seus resultados.

O autor deste texto vivenciou três situações reais distintas que demonstram que integridade e o nível de educação de um povo fazem total diferença no cotidiano das pessoas, especialmente porque é a partir das pequenas ações que se constroem grandes resultados.

Na primeira situação, o autor viajou com sua esposa para desfrutar de férias por uma 1¹semana na capital inglesa, Londres. Após essa semana, o mesmo permaneceria na cidade para reuniões de trabalho, ao passo que sua esposa voltaria para o Brasil. No dia de seu regresso, o autor e sua esposa utilizaram o metrô londrino para chegar até a estação Paddington, onde seria possível fazer uma conexão com o Heathrow Express, um trem exclusivo com destino ao aeroporto internacional de Heathrow. Ao chegar a uma das inúmeras bilheterias existentes no local, o autor explicou que gostaria de comprar uma passagem de ida e volta para si e uma passagem de ida apenas para sua esposa, já que ela iria viajar, enquanto ele voltaria. A atendente educadamente lhe informou que se a passagem fosse comprada em sua bilheteria, teria que cobrar as duas passagens como ida e volta. Entretanto, indicou uma bilheteria, onde seria possível comprar uma passagem apenas de ida para ela.

Na segunda situação, o autor encontrava-se na capital sueca, Estocolmo, tendo comprado um caro dicionário no valor de $ 2.000 coroas suecas. Ao sair da livraria, dirigiu-se até a estação de trem, onde iria comprar uma passagem para Oslo, capital norueguesa, deixando o dicionário sobre o balcão, enquanto encarregava-se de apresentar passaporte e pagar pelo valor devido. Tendo comprado a passagem, deixou o local e após aproximadamente 2 quilômetros de distância da estação, lembrou-se de que esquecera o dicionário recém-comprado sobre o balcão da estação, ao lado da bilheteria onde comprou a passagem. Consternado, resolveu voltar, com o propósito de tentar achar o dicionário na seção de “Achados e Perdidos” da estação. Qual não foi a sua surpresa ao lá chegar e encontrar o referido livro sobre o balcão com centenas de pessoas passando ao redor, mas ninguém sequer tocando no objeto que não era seu.

Na terceira situação, o autor estava voltando de uma viagem ao Rio de Janeiro e chegando em Congonhas, no aeroporto doméstico de São Paulo, Brasil. Trouxe consigo além de uma mala despachada, uma mala de mão e uma bolsa com alça, na qual carregava um tablet Surface, onde executava seu trabalho de forma remota. O autor utilizou o serviço de motorista por aplicativo que, quando chegou, apressou-se em sair do carro e abrir o porta-malas, gentilmente sugerindo que o autor se acomodasse no banco traseiro, enquanto o mesmo se encarregaria de guardar seus pertences no porta-malas. Alguns minutos após chegar em casa, o autor notou a falta da bolsa com o tablet, fazendo contato com o motorista, que afirmou não ter ficado nenhuma bolsa com tablet em seu veículo. Irresignado, o autor resolveu voltar ao aeroporto, onde procurou o departamento de polícia a fim de acessar as gravações das câmeras de segurança e entender o que aconteceu. O autor foi atenciosamente recebido por um policial que se prontificou a ajudar na busca. Logo após, foi possível identificar que o motorista de aplicativo, ao colocar a primeira mala em seu porta-malas, não percebeu que a bolsa com o tablet escorregou de cima da segunda mala e foi parar no chão, tendo guardado apenas as duas malas. Assim que partiu uma pessoa prontamente retirou a bolsa do chão, abriu o velcro para possivelmente conferir o que tinha dentro e caminhou para dentro do aeroporto. Em razão de tal imagem, o policial sugeriu que fosse consultada a seção de “Achados e Perdidos” do aeroporto. Sem muitas esperanças, o autor concordou e acompanhou o policial até o local. Para sua surpresa, lá estava a bolsa com o tablet e todos os demais acessórios, sem faltar absolutamente nada.

Foram três situações distintas, na Inglaterra, na Suécia e no Brasil. Porém, são gestos como esses que fazem o mundo melhor. Integridade e respeito ao próximo são a pavimentação do caminho para a vida comunitária.

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